Então, respondeu Elifaz, o temanita:

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Porventura, dará o sábio em resposta ciência de vento? E encher-se-á a si mesmo de vento oriental,

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

arguindo com palavras que de nada servem e com razões de que nada aproveita?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Tornas vão o temor de Deus e diminuis a devoção a ele devida.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Pois a tua iniquidade ensina à tua boca, e tu escolheste a língua dos astutos.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

A tua própria boca te condena, e não eu; os teus lábios testificam contra ti.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

És tu, porventura, o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Porventura, fazes pouco caso das consolações de Deus e das suaves palavras que te dirigimos nós?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Por que te arrebata o teu coração? Por que flamejam os teus olhos,

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

para voltares contra Deus o teu furor e deixares sair tais palavras da tua boca?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce de mulher, para ser justo?

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Eis que Deus não confia nem nos seus santos; nem os céus são puros aos seus olhos,

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Escuta-me, mostrar-to-ei; e o que tenho visto te contarei,

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

o que os sábios anunciaram, que o ouviram de seus pais e não o ocultaram

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

(aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles):

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Todos os dias o perverso é atormentado, no curto número de anos que se reservam para o opressor.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; na prosperidade lhe sobrevém o assolador.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Não crê que tornará das trevas, e sim que o espera a espada.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Por pão anda vagueando, dizendo: Onde está? Bem sabe que o dia das trevas lhe está preparado, à mão.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja,

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

porque estendeu a mão contra Deus e desafiou o Todo-Poderoso;

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

arremete contra ele obstinadamente, atrás da grossura dos seus escudos,

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

porquanto cobriu o rosto com a sua gordura e criou enxúndia nas ilhargas;

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém devia morar, que estavam destinadas a se fazerem montões de ruínas.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Por isso, não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão seus bens pela terra.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos, e ao assopro da boca de Deus será arrebatado.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Esta se lhe consumará antes dos seus dias, e o seu ramo não reverdecerá.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Sacudirá as suas uvas verdes, como a vide, e deixará cair a sua flor, como a oliveira;

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

pois a companhia dos ímpios será estéril, e o fogo consumirá as tendas de suborno.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)

Concebem a malícia e dão à luz a iniquidade, pois o seu coração só prepara enganos.

Almeida Revisada e Atualizada (1993)